Fantasia e temas urgentes na edição digital do ANIMAGE

Terça-feira, 16/03/2021

O ANIMAGE, um dos maiores e mais importantes festivais de animação do país, com onze anos de existência, realiza a sua primeira edição digital entre os dias 19 e 28 de março. Com acesso gratuito, o festival oferece uma programação que inclui sessões de curtas e longas metragens, com mais de sessenta obras, de 25 países. Aqui no nosso site as mostras ficam disponíveis durante 24 horas durante os dias da programação, com reprises.

Estão programadas oito mostras de curta-metragens que reúnem uma seleção de filmes que se destacaram em edições anteriores do festival. Essas mostras não chegam a ser temáticas, mas pode-se perceber um fio condutor a partir de títulos que sugerem conexões aos espectadores. “A proposta é apresentar os curtas em sequência, para serem vistos em conjunto, em sessões com ritmo próprio. A seleção das obras buscou transmitir a essência artística e o estilo do ANIMAGE”, explica Júlio Cavani, curador do festival desde 2015.

CURTAS

Entre as oito mostras de curtas, duas sessões são voltadas para o público infantil. A mostra Pequenas Histórias reúne curtas protagonizados por bonecos humanos e personagens que são crianças de diferentes culturas, como Belly Flop, dos sul africanos Jeremy Collins e Kelly Dillon; El Hombre Más Chiquitito del Mundo, do argentino Juan Pabllo Zaramela; e Lé com Cré, da brasileira Cassandra Reis.

A outra é a mostra infantil Mundos Mágico, dedicada a monstrinhos, bichos e outras criaturas de lugares fantasiosos, onde se destacam os curtas Island, dos alemães Max Moertl e Robert Loebel; Mogus & Perol, do japonês Tsuneo Goda; e Vulkansziget, da húngara Anna Katalin Lovirty.

O público adulto está contemplado com seis mostras com temas que giram em torno de relações de amizade, música, amor, histórias de família, situações sinistras, terror abstrato, repressão política, diásporas, lealdade e mergulhos na alma humana.

Essas abordagens refletem-se nos títulos de cada uma dessas mostras, que são: Nas Profundezas; Humanas Relações; Estranhamentos; Planeta em Transe; Amor, Suingue e Simpatia;  e Pernambuco Animando para o Mundo, sendo esta última uma seleção de seis obras de destaque da atual animação pernambucana.

A Mostra Nas Profundezas reúne sete curtas que exploram mergulhos no fundo do mar e nos sentimentos humanos, como Among Black Waves, da russa Anna Budanova, e Oceano, do brasileiro Renato Duque; Coda, do irlandês Alan Holly, e Quando os Dias Eram Eternos, do brasileiro Marcus Vinicius Vasconcelos.

Histórias sobre amizade, família e lealdade entre amigos estão presentes na Mostra Humanas Relações onde se destacam os curtas The Full History, dos ingleses Daisy Jacobs e Christopher Wilder; Diamanteurs, da francesa Chloé Mazlo, que já veio pessoalmente ao ANIMAGE, e Tailor, do brasileiro Calil dos Anjos. Já temas como criaturas sinistras e terror abstrato ocupam a seleção da mostra Estranhamentos, com destaque para Sog, do alemão Jonatan Schwenk, convidado do Animage em 2018; e Kinki, do japonês Izumi Yoshida.

Conflitos geopolíticos, migração, diáspora, golpes de estado, armas e paz são temas encontrados na Mostra Planeta em Transe, onde se destacam os curtas Lugar em Parte Nenhuma, dos portugueses Bárbara de Oliveira e João Rodrigues; The Oposites Game, dos norte-americanos Lisa LaBracio e Anna Bergmann; e Torre, da brasileira Nádia Mangolini.

Há também leveza e alegria que podem ser encontradas na Mostra Amor, Suingue e Simpatia, onde a música, o amor e a empatia entre pessoas de culturas diferentes são temas explorados em curtas como Make It Soul, do francês Jean-Charles Mbotti Malolo; Love, da húngara Reka Bucsi; e Até a China, do brasileiro Marão.

LONGAS

Dois longas participam desta programação digital do ANIMAGE. Um deles é Psiconautas: Los Niños Olvidados, dos espanhóis Alberto Vázquez & Pedro Rivero, que narra a aventura de duas criaturinhas adolescentes, Birdboy e Dinki, que decidem fugir, por caminhos distintos, de uma ilha devastada por uma catástrofe ecológica.

O segundo longa é Dilili em Paris, do frances Michel Ocelot, que narra a história de uma jovem negra, Dilili, que é levada a desvendar misteriosos sequestros de várias meninas, que estão assombrando a cidade de Paris. Para isso, ela encontra amigos extraordinários, como Monet, Rodin, Santos Dumont e muitos outros, que a ajudam a combater os Mestres do Mal e resgatar as garotinhas. Neste longa, Paris entra na trama como personagem especial e onipresente, vista por seus mais belos cartões postais.

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